Recebi este texto de um amigo, por e-mail, e por ser tão ilustrativo do porquê o comunismo não funciona, resolvi registrá-lo aqui no blog.
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Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.
Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.
Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".
As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."
Adrian Rogers, 1931
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sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Lula escolhe seu candidato
No centro de um círculo formado por seus asseclas no 2º. andar do Palácio do Planalto, Lula escolhe o candidato à sucessão.
“Minha mãe mandou eu escolher este daqui...” o dedo aponta para Zé Dirceu. “Zé, você é um grande estrategista, mas deixou o esquema sair do controle e virar um BBB. Não soube acalmar o Roberto Jefferson - aquela Maria Louca, que botou a boca no trombone e deu no que deu. Falta de capacidade de costurar ‘alianças’. Não vai dar...”
Zé tenta argumentar. “Mas chefe, sempre fui seu homem de confiança, o ‘número 1’. Agora seria a minha vez. Além disso, o cara queria mais do que...”. “Não sou mais seu chefe - retruca Lula. Você queimou ‘os bigode’. Devia ter feito como eu fiz no caso do Sarney: defender o safado até o último, para garantir que o cabra não vai se rebelar e depois deixa se queimar sozinho. Mas não. Não soube ‘adoçar’ o malacabado e se danou. Continue com suas consultorias por aí, que você faz melhor.”
O olhar do frio presidente e já não mostra mais aquela afeição dos tempos da ditadura militar. Zé levanta, semblante resignado, mas que deixa transparecer uma certa altivez de quem diz “não preciso de vocês!”. Dá as costas e sai da sala sem se despedir dos demais.
“... mas como sou teimoso eu quero este daqui.” Continua o dono do jogo. Agora foi a vez de Palocci. “Humm” resmunga o presidente, com ar de mestre Yoda quando fala com tristeza da conversão do pupilo ao lado ‘negro da força’. “Cara bom, fez bom trabalho na economia, garantiu um bom início para o meu governo e a tranqüilidade geral da nação. Mas ficou caseiro demais, se é que me entende. E isto não é bom. Melhor seria ter dito que aquele negócio de casa de festas em Ribeirão era coisa da oposição... Queimou a fotografia filho. Não vai ser desta vez.”
“Mestre Lula!” Apela Palocci. “Este episódio já está resolvido, fui inocentado de todas as acusações... Ademais, o povo, além de pouco informado, esquece rápido as coisas. E este caso Francenildo é algo pequeno...”. “Cabeçudo! Pequeno é o que você tem entre as... melhor dizendo, em respeito à companheira Dilma aqui ao lado, pequeno é o que você dentro da cachola! Já não sou mais seu mestre. Não seguiu meus ensinamentos: devia ter fingido que nada sabia, que não era contigo, como faço todo santo dia. Mas não, foi lá, mandou espremer o coitado e jogou a ‘M’ no ventilador. Agora fica na tua, no teu mandato de deputado. Mas pra frente a gente vê se tem jeito...”
Lula, apesar do descontentamento, ainda lança um olhar paternal sobre Palocci. No fundo pensa: “ele é um bom menino”. Fez caca, mas é assim que se aprende. Precisa de mais um tempo. O ex-ministro levanta da cadeira, a barriga pesa um pouco, mas mantém a dignidade, coluna ereta aquiesce em respeito ao mestre, deseja boa sorte, acena aos demais e retira-se.
Em virtude das eliminações, o jogo é retomado.“Minha mãe mandou eu escolher este daqui...”. A bola da vez é Genoíno. “Bode velho, meu amigo. Você está aqui como candidato a candidato ou como conselheiro? Já ta na idade de ter ‘sitocômetro’.”
Diante deste tiro à queima-roupa, o senhor de cabelos e cavanhaque brancos como a neve demonstra ter sentido o impacto do disparo, levanta-se e diz: “Não me lembro porque vim até aqui. Também não me lembro porque endossei aqueles empréstimos no Branco Rural. Acho que vim dizer ‘adeus’.”
Ligeiramente comovido com o velho companheiro, Lula olha aquele senhor decrépito que já foi símbolo do partido, baixa a cabeça em agradecimento e retoma a tarefa. “... mas como sou teimoso...” Genoíno pensa enquanto sai do recinto: ‘bode velho é ...’
“eu quero este daqui...” Tarso Genro. “Báh, tchê! Brinca Lula. Que surpresa encontrar o índio velho por aqui. Achei que já estava de volta ao Rio Grande querido”. E dá uma gargalhada tão forte que acaba por deixar escapar uma flatulência curta, mas indisfarçável. Constrangimento na sala por alguns instantes.
Tarso quebra o silêncio e, contrariado pelo ‘chute para o mato que o jogo é de campeonato’ dado no seu traseiro pelo chefe, afirma com o peito insuflado pelo orgulho sulista: “Sim, quero ser candidato do partido! Posso até cair, mas caio lutando bravamente!” O canto da boca do presidente deixa escapar um risinho maroto, rapidamente controlado. ‘Que v...gem! De baixo desse bigode deve ter uma drag queen enlouquecida’, pensa ele.
“Companheiro”, brada Luís Inácio com voz firme e grossa. “Além de outras cacas menores, você me bota esta bomba do Batistti no colo! E eu tenho que decidir o que fazer com este pivete italiano. Você não me arruma soluções, mas problemas! Vai se abraçar com tua amiga Yeda Cruzes...”. “Não é ‘Cruzes’, mas ‘Crusius’” – corrige o gaúcho empertigado. “Não me interessa se é Cruzes ou Cururusius, para mim ela é da oposição, tá fazendo lambança lá no sul, portanto é uma ‘Cruiz-credo’. Isso sim! Pega tua trouxa e pica a mula para os pampas!”
Tarso ajeita os óculos, alisa o bigode, pigarreia e finaliza: “Presidente, apesar desta falta de compostura, estou à disposição para continuar a construção do nosso projeto!” Abraça Lula com carinho, tasca uma bejoca na sua bochecha esquerda e bate em retirada.
‘Compostura... nhé, nhé, nhé... que será que esta palavra quer dizer? Deve ser algo com galinha pondo ovos, sei lá...’
“Minha mãe...” Carlos Minc. “Minha mãe mesmo! O que você ta fazendo aqui cara? Não era para você tar (sic) vigiando os bois ilegais da Amazônia? E onde você comprou este colete ridículo? Já começou o carnaval?” Fez graça o chefe, mas irritado. “É que eu quero ter uma visão holística do que ocorre na fauna governamental…”. “Holística??? Fauna!? Olha quem fala! Pica a mula antes que eu te mande pro zoológico!” Minc, que já foi processado pela Associação das Baleias Mink pelo uso indevido do nome, dirige-se à porta falando consigo mesmo sem parar…
“mas como sou teimoso…” Celso Amorim. Antes que Lula o interpelasse, o embaixador de escola de samba do crioulo doido começou a se explicar, com voz baixa e trêmula. “É que eu acalento este sonho há muito tempo… Ser presidente é o meu desejo desde criancinha, para poder finalmente concretizar nosso projeto maior de inserir a grande nação brasileira na comunidade bolivariana e poder assim agradar ao Tio Chavez.” Marco Aurélio T. T. Garcia, que o assessorava, lhe dá uma cotovelada e sussura: “A gente não combinou que não ia falar do ‘Tio’?!! Como você é b…!”
O presidente, já de saco cheio, mas prevendo que a melhor saída é a diplomacia para não perder tempo e despachar logo a dupla dinâmica, resolve “Queridos, quero que vocês se concentrem na questão do Irã no momento. O companheiro Armadim ta enforcando uma galera lá e isto não pega bem para nós que fingimos diálogo com o cabra…”
“Sim senhor!” Falou baixinho o baixinho Amorim e saiu movimentando rapidamente suas perninhas ao lado de Garcia que gesticulava batendo a mão direita aberta sobre a esquerda fechada em um déjàvu familiar.
‘Minha paciência está acabando. Parece que estou cercado de trapalhões…’
“… mas como sou teim…” Franklin Martins. O homem da comunicação fanhosa do governo, já sentindo o clima pesado no ar, dispara “Lula, eu só vim informar que a audiência da TV Oficial subiu 0,0000001%. Com sua licença.” E some na poeira.
“Marta Suplicy, o que você está fazendo aqui? Companheira, aqui já é todo mundo casado e o Minc tem a pá meio virada. Não adianta. Não tem nada para você em Brasília. Vai cuidar de SP que o Kassab não ta dando conta das enchete (sic) e quem sabe você pode tirar uma casquinha aí...”.
“Mangabeira, você ta quietinho aí no seu canto. Deseja algo?” Antes de cair em contradição e revelar os seus planos estratégicos, o catedrático põe-se de pé e magistralmente inverte a situação: “Sr. Lula, eu é que lhe pergunto se deseja algo!?” O chefe dá aquele sorriso realmente inocente como quem olha para uma criança e diz “Pode ir meu filho”.
Ciro Gomes, já nervoso e roendo as unhas, solta sem pudor: “Viu, só sobrei eu!”. Neste momento só estavam na sala de reunião o presidente, a ministra e Ciro. “Tinha outros planos para você, Ciro.” Falou Dilma. “O que? Quem é você para ter planos para mim?”. “O Governo de SP, meu querido, esta era sua missão!”. A frase de Dilma atingiu o rosto de Ciro como um tabeff.
Lula, agora com uma cigarrilha acesa no canto da sala, dá ordem para Dilma parar a tortura. “Agora você está entendendo tudo, meu caro. A companheira aqui é que vai mandar no pedaço. Só falta combinar com o povo brasileiro em outubro...”. Baforada sabor cubano.
Ciro perde o rumo e sai da sala xingando tudo e todos. Promete rebelar-se contra esta “ditadura” instalada no Planalto.
“É Dilma, um por um eles se foram. Quem diria, todos fuzilados por seus próprios erros... Às vezes me sinto como um espelho em que as pessoas vêem os seus pontos fracos...”. Neste momento Dilma aproveita para ajeitar o cabelo: “É, ainda bem que sou humilde!”
“Minha mãe mandou eu escolher este daqui...” o dedo aponta para Zé Dirceu. “Zé, você é um grande estrategista, mas deixou o esquema sair do controle e virar um BBB. Não soube acalmar o Roberto Jefferson - aquela Maria Louca, que botou a boca no trombone e deu no que deu. Falta de capacidade de costurar ‘alianças’. Não vai dar...”
Zé tenta argumentar. “Mas chefe, sempre fui seu homem de confiança, o ‘número 1’. Agora seria a minha vez. Além disso, o cara queria mais do que...”. “Não sou mais seu chefe - retruca Lula. Você queimou ‘os bigode’. Devia ter feito como eu fiz no caso do Sarney: defender o safado até o último, para garantir que o cabra não vai se rebelar e depois deixa se queimar sozinho. Mas não. Não soube ‘adoçar’ o malacabado e se danou. Continue com suas consultorias por aí, que você faz melhor.”
O olhar do frio presidente e já não mostra mais aquela afeição dos tempos da ditadura militar. Zé levanta, semblante resignado, mas que deixa transparecer uma certa altivez de quem diz “não preciso de vocês!”. Dá as costas e sai da sala sem se despedir dos demais.
“... mas como sou teimoso eu quero este daqui.” Continua o dono do jogo. Agora foi a vez de Palocci. “Humm” resmunga o presidente, com ar de mestre Yoda quando fala com tristeza da conversão do pupilo ao lado ‘negro da força’. “Cara bom, fez bom trabalho na economia, garantiu um bom início para o meu governo e a tranqüilidade geral da nação. Mas ficou caseiro demais, se é que me entende. E isto não é bom. Melhor seria ter dito que aquele negócio de casa de festas em Ribeirão era coisa da oposição... Queimou a fotografia filho. Não vai ser desta vez.”
“Mestre Lula!” Apela Palocci. “Este episódio já está resolvido, fui inocentado de todas as acusações... Ademais, o povo, além de pouco informado, esquece rápido as coisas. E este caso Francenildo é algo pequeno...”. “Cabeçudo! Pequeno é o que você tem entre as... melhor dizendo, em respeito à companheira Dilma aqui ao lado, pequeno é o que você dentro da cachola! Já não sou mais seu mestre. Não seguiu meus ensinamentos: devia ter fingido que nada sabia, que não era contigo, como faço todo santo dia. Mas não, foi lá, mandou espremer o coitado e jogou a ‘M’ no ventilador. Agora fica na tua, no teu mandato de deputado. Mas pra frente a gente vê se tem jeito...”
Lula, apesar do descontentamento, ainda lança um olhar paternal sobre Palocci. No fundo pensa: “ele é um bom menino”. Fez caca, mas é assim que se aprende. Precisa de mais um tempo. O ex-ministro levanta da cadeira, a barriga pesa um pouco, mas mantém a dignidade, coluna ereta aquiesce em respeito ao mestre, deseja boa sorte, acena aos demais e retira-se.
Em virtude das eliminações, o jogo é retomado.“Minha mãe mandou eu escolher este daqui...”. A bola da vez é Genoíno. “Bode velho, meu amigo. Você está aqui como candidato a candidato ou como conselheiro? Já ta na idade de ter ‘sitocômetro’.”
Diante deste tiro à queima-roupa, o senhor de cabelos e cavanhaque brancos como a neve demonstra ter sentido o impacto do disparo, levanta-se e diz: “Não me lembro porque vim até aqui. Também não me lembro porque endossei aqueles empréstimos no Branco Rural. Acho que vim dizer ‘adeus’.”
Ligeiramente comovido com o velho companheiro, Lula olha aquele senhor decrépito que já foi símbolo do partido, baixa a cabeça em agradecimento e retoma a tarefa. “... mas como sou teimoso...” Genoíno pensa enquanto sai do recinto: ‘bode velho é ...’
“eu quero este daqui...” Tarso Genro. “Báh, tchê! Brinca Lula. Que surpresa encontrar o índio velho por aqui. Achei que já estava de volta ao Rio Grande querido”. E dá uma gargalhada tão forte que acaba por deixar escapar uma flatulência curta, mas indisfarçável. Constrangimento na sala por alguns instantes.
Tarso quebra o silêncio e, contrariado pelo ‘chute para o mato que o jogo é de campeonato’ dado no seu traseiro pelo chefe, afirma com o peito insuflado pelo orgulho sulista: “Sim, quero ser candidato do partido! Posso até cair, mas caio lutando bravamente!” O canto da boca do presidente deixa escapar um risinho maroto, rapidamente controlado. ‘Que v...gem! De baixo desse bigode deve ter uma drag queen enlouquecida’, pensa ele.
“Companheiro”, brada Luís Inácio com voz firme e grossa. “Além de outras cacas menores, você me bota esta bomba do Batistti no colo! E eu tenho que decidir o que fazer com este pivete italiano. Você não me arruma soluções, mas problemas! Vai se abraçar com tua amiga Yeda Cruzes...”. “Não é ‘Cruzes’, mas ‘Crusius’” – corrige o gaúcho empertigado. “Não me interessa se é Cruzes ou Cururusius, para mim ela é da oposição, tá fazendo lambança lá no sul, portanto é uma ‘Cruiz-credo’. Isso sim! Pega tua trouxa e pica a mula para os pampas!”
Tarso ajeita os óculos, alisa o bigode, pigarreia e finaliza: “Presidente, apesar desta falta de compostura, estou à disposição para continuar a construção do nosso projeto!” Abraça Lula com carinho, tasca uma bejoca na sua bochecha esquerda e bate em retirada.
‘Compostura... nhé, nhé, nhé... que será que esta palavra quer dizer? Deve ser algo com galinha pondo ovos, sei lá...’
“Minha mãe...” Carlos Minc. “Minha mãe mesmo! O que você ta fazendo aqui cara? Não era para você tar (sic) vigiando os bois ilegais da Amazônia? E onde você comprou este colete ridículo? Já começou o carnaval?” Fez graça o chefe, mas irritado. “É que eu quero ter uma visão holística do que ocorre na fauna governamental…”. “Holística??? Fauna!? Olha quem fala! Pica a mula antes que eu te mande pro zoológico!” Minc, que já foi processado pela Associação das Baleias Mink pelo uso indevido do nome, dirige-se à porta falando consigo mesmo sem parar…
“mas como sou teimoso…” Celso Amorim. Antes que Lula o interpelasse, o embaixador de escola de samba do crioulo doido começou a se explicar, com voz baixa e trêmula. “É que eu acalento este sonho há muito tempo… Ser presidente é o meu desejo desde criancinha, para poder finalmente concretizar nosso projeto maior de inserir a grande nação brasileira na comunidade bolivariana e poder assim agradar ao Tio Chavez.” Marco Aurélio T. T. Garcia, que o assessorava, lhe dá uma cotovelada e sussura: “A gente não combinou que não ia falar do ‘Tio’?!! Como você é b…!”
O presidente, já de saco cheio, mas prevendo que a melhor saída é a diplomacia para não perder tempo e despachar logo a dupla dinâmica, resolve “Queridos, quero que vocês se concentrem na questão do Irã no momento. O companheiro Armadim ta enforcando uma galera lá e isto não pega bem para nós que fingimos diálogo com o cabra…”
“Sim senhor!” Falou baixinho o baixinho Amorim e saiu movimentando rapidamente suas perninhas ao lado de Garcia que gesticulava batendo a mão direita aberta sobre a esquerda fechada em um déjàvu familiar.
‘Minha paciência está acabando. Parece que estou cercado de trapalhões…’
“… mas como sou teim…” Franklin Martins. O homem da comunicação fanhosa do governo, já sentindo o clima pesado no ar, dispara “Lula, eu só vim informar que a audiência da TV Oficial subiu 0,0000001%. Com sua licença.” E some na poeira.
“Marta Suplicy, o que você está fazendo aqui? Companheira, aqui já é todo mundo casado e o Minc tem a pá meio virada. Não adianta. Não tem nada para você em Brasília. Vai cuidar de SP que o Kassab não ta dando conta das enchete (sic) e quem sabe você pode tirar uma casquinha aí...”.
“Mangabeira, você ta quietinho aí no seu canto. Deseja algo?” Antes de cair em contradição e revelar os seus planos estratégicos, o catedrático põe-se de pé e magistralmente inverte a situação: “Sr. Lula, eu é que lhe pergunto se deseja algo!?” O chefe dá aquele sorriso realmente inocente como quem olha para uma criança e diz “Pode ir meu filho”.
Ciro Gomes, já nervoso e roendo as unhas, solta sem pudor: “Viu, só sobrei eu!”. Neste momento só estavam na sala de reunião o presidente, a ministra e Ciro. “Tinha outros planos para você, Ciro.” Falou Dilma. “O que? Quem é você para ter planos para mim?”. “O Governo de SP, meu querido, esta era sua missão!”. A frase de Dilma atingiu o rosto de Ciro como um tabeff.
Lula, agora com uma cigarrilha acesa no canto da sala, dá ordem para Dilma parar a tortura. “Agora você está entendendo tudo, meu caro. A companheira aqui é que vai mandar no pedaço. Só falta combinar com o povo brasileiro em outubro...”. Baforada sabor cubano.
Ciro perde o rumo e sai da sala xingando tudo e todos. Promete rebelar-se contra esta “ditadura” instalada no Planalto.
“É Dilma, um por um eles se foram. Quem diria, todos fuzilados por seus próprios erros... Às vezes me sinto como um espelho em que as pessoas vêem os seus pontos fracos...”. Neste momento Dilma aproveita para ajeitar o cabelo: “É, ainda bem que sou humilde!”
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Rapadura em pedra mole
Povo brasileiro:
"A rapadura é doce mas não é mole!"
Deputados e Senadores:
"A rapamole é doce e madura! - ainda mais se levá-la de avião à Paris."
Lula Molusco - em discurso ao lado de Jáder Cascalho:
"...nunca antes na história deste país - a rapadoce foi tão mole e segura!"
Conclusão:
- Água mole em pedra dura tanto bate até que fura?
- Sim, claro!
- E no Brasil brasileiro, fomos além: água dura (político sem ética) em pedra mole (vontade popular) tanto bate e ainda dura!
e...
- Rapadura em boca mole tanto gira até que engole!
(traduzindo: "Político sem-vergonha mente, pinta e borda e o povo tranqüilo o promove")
"A rapadura é doce mas não é mole!"
Deputados e Senadores:
"A rapamole é doce e madura! - ainda mais se levá-la de avião à Paris."
Lula Molusco - em discurso ao lado de Jáder Cascalho:
"...nunca antes na história deste país - a rapadoce foi tão mole e segura!"
Conclusão:
- Água mole em pedra dura tanto bate até que fura?
- Sim, claro!
- E no Brasil brasileiro, fomos além: água dura (político sem ética) em pedra mole (vontade popular) tanto bate e ainda dura!
e...
- Rapadura em boca mole tanto gira até que engole!
(traduzindo: "Político sem-vergonha mente, pinta e borda e o povo tranqüilo o promove")
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Lula: o mestre do “Avesso”
Lula fez tudo e foi o contrário, o oposto do que se esperava, e - talvez ingenuamente - se imaginava que faria ou seria. Em outras palavras, não fez nada – ou fez muito pouco - do que se aguardava com ansiedade que fizesse - ou mesmo fosse. É o rei dos "contrários". Mestre do “avesso”. É o camaleão velhaco da política. Artífice da simulação. Professor dos pensamentos invertidos.
Explico. Na era “a.L.” (antes de Lula), que também pode ser chamada de era “pré-PT”, havia uma expectativa enorme por mudanças na condução política no Brasil em termos gerais. Especialmente nos campos da ética e da transformação em áreas da engrenagem administrativa governamental que são entraves históricos para o desenvolvimento mais acelerado e igualitário do país.
E esta expectativa vinha insuflada principalmente por aquela esperança que o próprio PT e também Lula simbolizavam e o papel político que vinham emulando havia anos. Então, desinformados e crédulos como eu viram em 2002 uma situação propícia para a mudança: um partido e um político que simulavam uma imagem de apego a valores morais nobres e transpareciam uma força de mudança positiva.
E o momento era aquele de “é chegada a hora”. Depois de Sarney, Collor, Itamar e uma reeleição forçada de FHC, a população – em especial aquele eleitor de classe média em geral conservador, mas com capacidade de discernir e tentar algo novo – acreditou neste “conjunto” de fatores. E assim o futuro “Cara” chegou ‘lá’, com o perdão do trocadilho de campanha. O desejo começava parecer materializar-se. Começava a era "Lula".
Necessitávamos de reformas estruturais (tributária, trabalhista, previdenciária e política), coisas que exigem determinação, empenho, negociação, liderança e real desejo de modernização. Mas “o cara” não mexeu em nada que fosse "difícil" (mesmo comprando a base aliada via mensalão e aparelhamento da máquina do estado).
Está aí uma das grandes decepções com o 'companheiro': é fácil ser demagogo e agradar o povão. Optou-se por programas de distribuição de renda, como a ampliação do Bolsa Família e mais recentemente o Minha Casa Minha Vida. Mas discutir com Estados, Municípios e o Congresso o arcabouço tributário, deixando-o mais moderno e inteligente, há isto não está na prioridade do dia de perpetuação no poder e dá muito trabalho! Melhorar as regras da legislação trabalhista, visando à redução da informalidade e facilitando a criação de novos postos de trabalho, há isto é complicado! Enfim, para o futuro, precisávamos continuar trabalhando de forma estóica por um estado eficiente e enxuto, mas ele nos presenteou com inchaço, empreguismo e déficit público.
E não menos importante, desejávamos uma mudança de rumo na política que sinalizasse seriedade... aquele desejo de mudança. No entanto ele se mostrou populista, praticou cooptação e desrespeitou o cargo com seu jeito fanfarrão.
Esperava-se ética, mas "o Cara" foi condescendente e frouxo com seus "colegas políticos" (especialmente os do PT). Com uma cara-de-pau sem igual, ele não sabia de nada, nunca estava informado das artimanhas e velhacarias que toda a camaradagem que lhe era de confiança aprontava e que, no final, lhe beneficiavam.
E quem achava que mexeria na economia (que faria “bobagens” nesta área), mostrou-se o mais ortodoxo e pragmático dos presidentes nesta área. Irônico, não? No exterior os outros “caras” (chefes de governo e estado) o vêem como um ‘assombro’. E assim segue o Rei das Desilusões, o mestre dos "Avessos".
E ainda querem eleger a companheira Queridilma Tabeff?!
Explico. Na era “a.L.” (antes de Lula), que também pode ser chamada de era “pré-PT”, havia uma expectativa enorme por mudanças na condução política no Brasil em termos gerais. Especialmente nos campos da ética e da transformação em áreas da engrenagem administrativa governamental que são entraves históricos para o desenvolvimento mais acelerado e igualitário do país.
E esta expectativa vinha insuflada principalmente por aquela esperança que o próprio PT e também Lula simbolizavam e o papel político que vinham emulando havia anos. Então, desinformados e crédulos como eu viram em 2002 uma situação propícia para a mudança: um partido e um político que simulavam uma imagem de apego a valores morais nobres e transpareciam uma força de mudança positiva.
E o momento era aquele de “é chegada a hora”. Depois de Sarney, Collor, Itamar e uma reeleição forçada de FHC, a população – em especial aquele eleitor de classe média em geral conservador, mas com capacidade de discernir e tentar algo novo – acreditou neste “conjunto” de fatores. E assim o futuro “Cara” chegou ‘lá’, com o perdão do trocadilho de campanha. O desejo começava parecer materializar-se. Começava a era "Lula".
Necessitávamos de reformas estruturais (tributária, trabalhista, previdenciária e política), coisas que exigem determinação, empenho, negociação, liderança e real desejo de modernização. Mas “o cara” não mexeu em nada que fosse "difícil" (mesmo comprando a base aliada via mensalão e aparelhamento da máquina do estado).
Está aí uma das grandes decepções com o 'companheiro': é fácil ser demagogo e agradar o povão. Optou-se por programas de distribuição de renda, como a ampliação do Bolsa Família e mais recentemente o Minha Casa Minha Vida. Mas discutir com Estados, Municípios e o Congresso o arcabouço tributário, deixando-o mais moderno e inteligente, há isto não está na prioridade do dia de perpetuação no poder e dá muito trabalho! Melhorar as regras da legislação trabalhista, visando à redução da informalidade e facilitando a criação de novos postos de trabalho, há isto é complicado! Enfim, para o futuro, precisávamos continuar trabalhando de forma estóica por um estado eficiente e enxuto, mas ele nos presenteou com inchaço, empreguismo e déficit público.
E não menos importante, desejávamos uma mudança de rumo na política que sinalizasse seriedade... aquele desejo de mudança. No entanto ele se mostrou populista, praticou cooptação e desrespeitou o cargo com seu jeito fanfarrão.
Esperava-se ética, mas "o Cara" foi condescendente e frouxo com seus "colegas políticos" (especialmente os do PT). Com uma cara-de-pau sem igual, ele não sabia de nada, nunca estava informado das artimanhas e velhacarias que toda a camaradagem que lhe era de confiança aprontava e que, no final, lhe beneficiavam.
E quem achava que mexeria na economia (que faria “bobagens” nesta área), mostrou-se o mais ortodoxo e pragmático dos presidentes nesta área. Irônico, não? No exterior os outros “caras” (chefes de governo e estado) o vêem como um ‘assombro’. E assim segue o Rei das Desilusões, o mestre dos "Avessos".
E ainda querem eleger a companheira Queridilma Tabeff?!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Era uma vez...
... em 2010:
"Era uma vez o PT, que amava Lula, que amava Palocci, que amava Dirceu, que amava Genoíno, que amava Gushiken, que amava Delúbio, que amava Marcos Valério, que amava todos, os que amavam o PT, que morreu de Dilma."
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